A teoria da motivação de Maslow e sua aplicação no ambiente de trabalho – parte 2/2

Na primeira parte deste artigo falamos um pouco sobre a teoria de Maslow, que defende que as necessidades humanas podem ser organizadas em uma pirâmide na qual os níveis mais altos só ganham foco quando as necessidades de níveis inferiores são satisfeitas em sua maior parte ou totalmente.

Nesta segunda e última parte falaremos sobre como esta teoria pode ser utilizada para o desenvolvimento de um plano de continuidade de suas operações.

O ponto de partida para se pensar em um plano de continuidade é saber exatamente que fatores influenciam a motivação das pessoas. Segundo Maslow, podemos verificar que na base das necessidades de uma pessoa temos as necessidades fisiológicas como respirar, beber água, se alimentar, dormir e ir ao banheiro. Imagine então, se por qualquer motivo, seus colaboradores tenham que se privar de respirar, beber, comer ou dormir, o que poderia acontecer. Obviamente uma insatisfação tomaria conta de seu grupo de trabalhadores, ansiando por satisfazer as necessidades básicas antes mesmo de cumprir suas metas profissionais, por mais importantes que elas sejam e/ou por mais responsáveis que eles sejam.

Se você acha que é impossível uma tal necessidade ser negligenciada em sua empresa, responda rápido: seus colaboradores nunca fizeram horas extras? Já foram convidados a virar a noite em algum trabalho cuja entrega era inadiável? Ou talvez tenham sido enviados para viagens longas e/ou lugares com estrutura básica abaixo da sua expectativa/realidade ou que não ofereciam as condições básicas de segurança (segundo nível da pirâmide)?

Pois bem, pequenos detalhes como estes, infelizmente comuns no cenário corporativo atual de forte competitividade, podem minar a motivação para o trabalho de seus colaboradores. Mas como então efetivamente podemos usar a Teoria de Maslow para, além de diagnosticar deficiências, resolver possíveis problemas referentes às insatisfações nos níveis mais inferiores da pirâmide?

  1. Ao desenhar seu Plano de Cargos e Salários não pense apenas nos custos envolvidos com cara cargo, mas sim nas funções atribuídas a cada um e no custo de vida de cada localidade na qual o colaborador irá trabalhar.
  2. Ao planejar a ascensão profissional ou mobilidade entre cargos, defina bem que requisitos seus funcionários devem atender para tanto e ofereça reais condições para o cumprimento destes requisitos. Por exemplo: se para evoluir de um nível pleno para um nível sênior seu colaborador precisa realizar determinado curso, ofereça um salário que o permita fazer isso ou conceda a oportunidade de custear essa formação, já que há um interesse real de sua empresa nela.
  3. Ao definir viagens profissionais, pense antes de tudo no bem-estar básico de seu colaborador. Não adianta economizar em passagens, hospedagem e alimentação se isso significar que seu colaborador chegará com cara de cansaço e insatisfação em seu cliente. Lembre-se: seu colaborador será o cartão de visita de sua empresa neste momento. É isto que você quer passar para seu cliente: cansaço e insatisfação.
  4. Desenhe um plano de contingência para casos em que esforço extra e ou horas extras possam vir a ser necessárias e deixe todos cientes de sua existência com bastante antecedência, para evitar reclamações ou insatisfações. Lembrando que a participação de representantes de peso de seus colaboradores na produção desse plano é fundamental.

Essas foram apenas algumas dicas de como repensar seu cotidiano profissional , segundo as Teorias da motivação de Maslow. Para saber mais sobre o assunto não deixe de consultar nossos especialistas , que terão prazer em ajudá-lo.

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